O maçarico-real é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae. Também conhecido como curicaca-cinza.
Seu nome científico significa: : do (grego) theristikos, theistron = ferramenta para colher, ceifar, foice; e do (latim) caerulescens, caeruleus = azulada, azul escuro. ⇒ Ave com bico em forma de foice de cor azul escuro.
Mede entre 71 e 76 centímetros de comprimento.
O adulto tem a plumagem com coloração predominantemente cinza chumbo. As penas de voo são cinza escuro. O peito e ventre são cinza porém ligeiramente mais pálidos do que o manto e asas. Na cabeça cinza, encontra-se uma mancha branca na porção frontal da testa e na parte posterior uma espessa crista formada por penas alongadas de coloração cinza que se estende até a região da nuca e que geralmente se mantém abaixada. Os lores e queixo são cinzentos. O bico é negro, longo e curvado para baixo. Os olhos são vermelho-alaranjado. As pernas longas e os pés são róseos.
Ambos os sexos são semelhantes.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
Forrageiam na vegetação aquática e ribeirinha, principalmente pela manhã e ao final da tarde. Essa espécie captura moluscos Pomacea em águas rasas sob o tapete de vegetação aquática.
Hábitos reprodutivos…
Razoavelmente comum em brejos e na margem de lagoas e baías. Visto aos pares, às vezes em pequenos bandos, caminha pela água rasa de poças e de valas ao longo de estradas alimentando-se. Não se junta a outras aves paludícolas, exceto em poças deixadas pela vazante, onde as presas ficam concentradas. Manso, sobretudo se comparado com a desconfiada curicaca. A voz, um som típico do Pantanal, é um “co-co-co-co-co-co-co” potente e sonoro.
Ocorre no Brasil (Pantanal e Rio Grande do Sul), leste e norte da Bolívia, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: